Contribuições da cadeia produtiva do turismo para a organização da copa do mundo no Brasil em 2014
Conheça a contribuição da ABEOC, inclusa no documento entregue aos líderes do Governo com as reivindicações das entidades integrantes da Câmara Brasileira do Turismo do Conselho Nacional do Comércio e Serviços.
A Copa do Mundo de Futebol, principal competição esportiva do planeta, de atrair milhões de espectadores, gera visibilidade do destino a milhões de pessoas e desencadeia um aumento do turismo estrangeiro ao país sede. Motiva oportunidades para acelerar o desenvolvimento nos equipamentos e serviços esportivos e, principalmente, na infra-estrutura dos sistemas de transportes urbanos, rodovias, aeroportos, rede hoteleira, hospitalar, de segurança pública, entre outros.
A Copa do Mundo de 2014 não pode ser vista apenas como um megaevento esportivo que será realizado daqui a seis anos. Mais do que atender ao ”caderno de encargos”, temos que definir as metas e as diretrizes a serem conquistadas com a realização deste evento, para o país inteiro. É preciso um trabalho de gestão coordenado. Um turismo sustentável exige ações planejadas com antecedência, por todos os setores econômicos em consonância com o governo.
A ABEOC relaciona abaixo as principais sugestões do segmento de empresas organizadoras e fornecedores de serviços de eventos apresentadas como contribuição:
1. Criação de uma “Comissão Nacional do Turismo para COPA 2014”, com a representação de todos os segmentos da cadeia produtiva do turismo, com o objetivo de planejar, acompanhar e documentar todas as ações e iniciativas do projeto COPA 2014, junto à CBF e ao COB, de forma profissional, transparente e abrangente. Assim, teremos um projeto completo, evitando-se ações isoladas;
2. A seleção e a contratação das empresas organizadoras de eventos devem ser feitas com a imediata aplicação da Lei Geral do Turismo (Lei nº 11.771, de 17 de setembro de 2008), com rígidos critérios e exigência de registro junto ao CADASTUR, do Ministério do Turismo, de forma a se manter padrões e responsabilidades técnicas adequadas aos eventos demandados pré, durante e pós a Copa do Mundo de 2014;
3. O plano de marketing do Brasil para a Copa 20014 deve privilegiar o comércio do entretenimento e do lazer, além de destinos turísticos não favorecidos como, ou pela proximidade, das cidades sede selecionadas.
O setor de eventos no Brasil, para melhor atender a demanda da Copa do Mundo de 2014, deve estar alicerçado no tripé infra-estrutura, acesso e profissionalização.
Esses três pontos devem estar bem ajustados para assegurar o sucesso e os resultados que um evento bem planejado e organizado pode trazer para vários setores econômicos.
Assim, os principais fatores que devem ser analisados e revistos são:
Sensibilizar os agentes econômicos e o governo em investimentos que permitam a capacitação e a oferta de infra-estrutura para eventos, comparáveis às já disponíveis em países desenvolvidos. Este é o grande desafio para atender à crescente demanda dos eventos que serão gerados antes, durante e após a realização da Copa do Mundo de 2014;
Planejamento adequado, com base em pesquisas, para uma melhor e indispensável ampliação da infra-estrutura aeroportuária nacional, assim como da malha aérea brasileira;
Um processo de concessão dos vistos de entrada no país flexível, não somente para os turistas estrangeiros, mas, inclusive, aos estrangeiros que devem ter participação profissional em eventos;
É preciso que as políticas públicas sejam adequadas à nova realidade do mercado de eventos, que sofre de diversas carências, com os seguintes destaques:
o Linhas de créditos e de incentivos às pequenas e médias empresas prestadoras de serviços de eventos;
o Legislação especifica para o grupo de profissionais que atuam nos segmentos de eventos - o volume de empregos que é gerado pelo setor justifica o estabelecimento de novas normas que impeçam uma atuação a margem da lei, por não atender ao setor;
o Critérios mais rígidos quando da renovação do cadastro junto ao Ministério do Turismo, adotando como parâmetro, ao menos, o tempo de atuação da empresa no mercado de eventos.
Os eventos desportivos têm toda uma regulamentação própria, sobretudo em se tratando de Copa do Mundo de Futebol. Criar eventos preparatórios como reuniões, feiras e cursos profissionalizantes, pode causar maiores benefícios na organização da Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Como as empresas organizadoras de eventos serão fundamentais na engrenagem de preparação e execução da Copa do Mundo de 2014, o Brasil precisará de organizadores de eventos capacitados, fortes e devidamente qualificados.
Estabelecer modalidade específica de concorrência para contratação de serviços por região (norte, sul, nordeste, sudeste e centro-oeste), criando maiores oportunidades para as empresas, também pode ser uma ação favorável ao incremento do setor. Principalmente se for exigido que só sejam contratadas as empresas de eventos que tenham o seu devido registro no CADASTUR, do Ministério do Turismo.
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